FMI, Banco Mundial e IEA alertaram nesta sexta-feira, 29, que restrições no Estreito de Ormuz podem levar a falta de combustíveis nos próximos meses. O risco aumenta porque o período coincide com o pico de consumo de energia no Hemisfério Norte por causa do verão.
Bloqueio no Estreito de Ormuz pode cortar combustíveis justamente na alta do verão
As instituições disseram que a continuidade das restrições ao tráfego de navios no Estreito de Ormuz pode provocar escassez. Elas ligaram o problema à fase de maior demanda de energia no Hemisfério Norte.
Também apontaram que os estoques globais de petróleo estão sendo consumidos em ritmo recorde. Isso acontece após interrupção de parte do fluxo na principal passagem marítima para o comércio mundial de energia.
Comunicado cita guerra e fala em “depleção rápida” antes do pico da demanda
No comunicado conjunto, as organizações mencionaram a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã como fator por trás das interrupções na região. O texto alerta que, se os fluxos de transporte marítimo não voltarem ao normal, os riscos para a segurança do abastecimento crescem.
O Estreito de Ormuz fica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. As instituições informaram que cerca de um quinto do fornecimento mundial de energia passa pelo corredor.
Elas também citaram efeitos nos preços da energia e dos fertilizantes. O aumento dos fertilizantes preocupa porque coincide com o início da temporada de plantio em diversos países.
FMI revisa projeções e fala em ajuda; Bangladesh pede pacote de apoio
O FMI disse que a guerra já levou a uma revisão para baixo nas projeções de crescimento global. A diretora-gerente do fundo, Kristalina Georgieva, afirmou que os países mais vulneráveis podem precisar de entre 20 bilhões e 50 bilhões de dólares em assistência financeira.
Nesta semana, o FMI informou que Bangladesh solicitou um pacote de ajuda financeira e iniciou negociações para a criação de um programa de apoio econômico.
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