G7 pede reabertura imediata do Estreito de Ormuz e cooperação multilateral em Paris

Ministros das Finanças do G7 divulgaram uma declaração conjunta nesta terça-feira, 19, defendendo a reabertura “imediata” do Estreito de Ormuz. O grupo também reafirmou o compromisso com a cooperação multilateral para lidar com riscos à economia global.

Declaração do G7 liga Ormuz e economia global a estabilidade de energia

Reunidos em Paris, os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos disseram que querem manter a estabilidade dos mercados de energia.

Na mesma declaração, o G7 apelou para que outros países evitem restrições arbitrárias às exportações.

França cobra FMI e Banco Mundial e FMI entra no debate sobre desequilíbrios

Durante o segundo dia de negociações, o ministro das Finanças francês pediu que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial intensifiquem esforços para ajudar países mais vulneráveis às consequências econômicas do conflito no Oriente Médio, como a escassez de fertilizantes.

O grupo também pediu fortalecimento da vigilância contínua dos desequilíbrios globais no âmbito da estrutura do FMI, citando um padrão em que a China consome menos, os Estados Unidos consomem em excesso e a Europa investe menos.

O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, disse a repórteres na segunda-feira que não quer que a Europa “acabe sendo os tolos”, defendendo requisitos de conteúdo local e a defesa de interesses.

Preocupação com crescimento, inflação e dependência de China em matérias-primas

A declaração reconheceu que a incerteza econômica mundial aumentou os riscos para o crescimento e a inflação.

Sobre minerais críticos e terras raras, o G7 afirmou que tenta coordenar esforços para reduzir a dependência da China, e o Comissário Europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, disse que o bloco avança em parcerias de matérias-primas, mas que isso “requer tempo e preparação adequada”.

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