O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou na CPI do Crime Organizado no Senado qualquer tratativa com Alexandre de Moraes sobre a liquidação do Banco Master. Ele afirmou que as conversas com o ministro do STF foram sobre os impactos da Lei Magnitsky e relatou a fragilidade do banco antes da intervenção.
Reuniões com o STF ficam ligadas à Lei Magnitsky, diz Galípolo
Galípolo disse que manteve reuniões com ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, mas apontou que o foco foi a crise ligada à Lei Magnitsky.
Ele citou temas como “privacidade e sigilo bancário e financeiro” e afirmou que as conversas ficaram restritas ao efeito da medida internacional.
BC relata caixa com só 10% do necessário antes da liquidação do Master
Galípolo detalhou que, no momento da liquidação no fim de 2025, o Banco Master tinha em caixa cerca de 10% do valor necessário para cumprir obrigações com investidores.
Ele também afirmou que o BC seguiu a legislação sobre o timing, com exigência de esgotar alternativas de mercado antes de decretar a liquidação.
Entre os sinais monitorados, Galípolo mencionou a venda de novas carteiras de crédito para gerar liquidez e a investigação, em março de 2025, sobre a existência efetiva de empréstimos registrados pelo banco.
Sigilo por até oito anos e ausência de Campos Neto na CPI
Galípolo disse que informações sobre a liquidação do Banco Master seguem protegidas por sigilo por até oito anos, conforme normas do Banco Central, e que “é fundamental que seja seguido o rito mais estrito possível”.
Na CPI, Roberto Campos Neto era esperado, mas não compareceu após decisões favoráveis no STF. O caso do Master começou ainda na gestão dele.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.