O presídio Ghezel Hesar, no Irã, entrou no 16º dia de greve de fome no corredor da morte nesta terça-feira, 28, com ao menos 1.500 detentos protestando. O grupo usa cartazes e alguns detentos costuram os próprios lábios.
Greve de fome no corredor da morte chega ao 16º dia com protesto dentro do presídio
Detentos na maior penitenciária do Irã fazem um protesto dentro do confinamento. Eles seguram cartazes e cantam frases de apelo contra as execuções.
Em vídeos compartilhados por grupos de direitos humanos no exílio, os presos aparecem nos corredores da prisão. Eles também levam mensagens com “Não às Execuções”.
Greve começou após transferências para solitária antes de enforcamento e inclui costura nos lábios
A greve começou depois que seis homens condenados por crimes relacionados a drogas foram transferidos para o confinamento solitário antes de um iminente enforcamento. Os detentos dizem que o protesto começou com a mudança para a solitária.
Um prisioneiro relata em vídeo que está costurando os próprios lábios. Ele diz que, seis dias após o início da greve de fome, nenhum funcionário respondeu ao protesto.
Outras imagens mostram pedidos de assistência médica urgente por causa da piora das condições dos presos. Um homem afirma que os guardas não abrem a porta para levar detentos à enfermaria.
2 homens executados nesta terça e autoridades seguem com execuções após protestos de janeiro
Na terça-feira, 28, a Justiça iraniana anunciou a morte de dois homens, Abolfazl Sepahi e Amir Hossein Safari. A informação cita acusações ligadas aos protestos antigovernamentais de janeiro e “travarem guerra contra Deus”.
Segundo a Anistia Internacional, o regime iraniano executou pelo menos 2.159 pessoas em 2025. A mesma matéria diz que, neste ano, o Iran Human Rights (IHRNGO) calcula ao menos 424 execuções, a maioria em casos ligados a drogas.
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