Giorgia Meloni acusou Donald Trump de fazer “ataques sem sentido” após declarações do presidente dos Estados Unidos sobre uma foto deles no G7, na França. A resposta pública reforçou o afastamento entre os líderes que antes eram vistos como aliados.
Briga pública expõe mudança na relação entre Itália e EUA
Meloni já era apresentada como uma das principais aliadas de Trump na Europa. A aproximação, porém, ganhou atrito ao longo dos últimos meses.
No último sábado 20, a primeira-ministra da Itália falou em “ataques constantes e não provocados”. Ela também disse que sua popularidade depende de defender o interesse nacional da Itália.
Troca de acusações começa depois de fala de Trump sobre “implorar” por foto no G7
Na sexta-feira 19, Trump afirmou que Meloni havia “implorado” por uma foto com ele durante a semana passada na cúpula do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, na França.
Meloni refutou a alegação “completamente inventada” e disse que estava “estarecida”. No dia seguinte, Trump repetiu a fala na rede Truth Social e disse que Meloni “está indo mal na Itália” e que, após os Estados Unidos “derrotarem militarmente o Irã”, ela quer ser amiga para aumentar seus “números”.
Ainda antes da troca mais recente, houve outros desentendimentos. Roma recusou-se a permitir que aviões militares americanos usassem bases aéreas na Sicília durante a campanha militar, e a sequência de atritos citou estocadas contra o papa Leão XIV.
Senador cita reação após “ataque não provocado” e destaca novas dificuldades para Meloni
Lucio Malan, senador do partido Irmãos de Itália, disse que foi “um ataque não provocado contra ela pelo presidente Trump” e que Meloni “teve que reagir”.
Lorenzo Pregliasco, da YouTrend, disse que Meloni usou o momento para se distanciar de Trump. Ele também mencionou preocupações com retaliações por parte de Washington e disse que agora “parece mais que Trump a repudiou do que o contrário”.
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