Paulo Gonet, procurador-geral da República, se posicionou contra medidas no caso Master e apresentou parecer para defender nulidade do relatório da Polícia Federal. O relatório traz diálogos que indicam proximidade entre Gonet e Daniel Vorcaro, banqueiro ligado ao banco.
Relator do caso no STF pediu materiais da PF e teve desconfiança sobre “rede” de influência
O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, trava uma disputa com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Mendonça determinou o envio do material apreendido nos celulares de Daniel Vorcaro e pediu a “identificação dos integrantes da rede de influência e monitoramento”.
Diálogos mostram encontros e mensagens entre Gonet e Vorcaro desde meados de 2024
As conversas coletadas pela PF indicam que Gonet e Vorcaro eram próximos pelo menos desde meados de 2024.
Ciro Soares aparece como intermediário e, em março de 2025, enviou a Vorcaro uma foto com Gonet e informou que o PGR queria conversar, o que ocorreu por ligação no mesmo dia.
Em abril de 2024, Vorcaro ofereceu degustação do uísque Macallan em Londres, no George Club, com nomes como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet, e a resenha custou 640 000 dólares (3,3 milhões de reais).
Gonet recusou prisão, vetou delação e defendeu nulidade do relatório no STF após conversas virem a público
Na terça-feira 1º, horas depois das conversas se tornarem públicas, Gonet apresentou parecer defendendo a nulidade do relatório da Polícia Federal e criticou André Mendonça por investigação considerada ilegal.
O texto original também cita que Gonet foi contra a prisão de Daniel Vorcaro, recusou duas propostas de delação premiada e condicionou acordos de colaboração à devolução de quantias.
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