O governo anunciou na segunda-feira (5) um pacote de subsídios para segurar o preço dos combustíveis e evitar que a guerra do Irã puxe a inflação no Brasil. O Ministério da Fazenda incluiu apoio ao GLP e a companhias aéreas.
Pacote de subsídios tenta conter efeito do diesel na inflação
O anúncio mira a ligação entre o diesel e outros custos do dia a dia. O combustível influencia fretes, alimentos e transporte.
Para analistas citados na matéria, o repasse integral do aumento do diesel geraria impacto rápido no IPCA. O IPCA é o índice usado para medir a inflação no país.
Incentivos no pacote: R$ 1,12 por litro para produtores e R$ 1,52 para importadores
Para o diesel, o incentivo total chega a R$ 1,12 por litro para produtores e R$ 1,52 para importadores. O pacote também traz benefícios ao GLP e apoio a companhias aéreas.
O Goldman Sachs disse que a chance de intervenção já circulava na semana passada e que os investidores já tinham colocado essa possibilidade no preço. Com isso, o alívio deve ficar mais ligado ao curto prazo.
Mesmo assim, o Goldman Sachs apontou falta de clareza na execução. O anúncio não detalhou como os subsídios serão concedidos nem quais critérios vão definir a precificação de referência. A matéria também informa que os maiores distribuidores do país, que respondem por 25% das importações de diesel, ficaram de fora do programa anterior.
Petrobras: pacote pode evitar reajuste, mas muda volumes vendidos
Na avaliação do Itaú BBA e do Morgan Stanley, o pacote pode eliminar a necessidade de um reajuste formal pela Petrobras. Os analistas destacam que a política de preços da companhia já reduz a distância em relação à paridade de importação.
A medida provisória traz uma exigência. A Petrobras precisa aumentar os volumes vendidos às distribuidoras para receber o subsídio de R$ 0,80 por litro, e o BBA afirma que um aumento maior provavelmente exigiria retomada das importações.
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