Os planos de previdência privada aberta somaram R$ 27,5 bilhões em captação bruta no primeiro bimestre de 2026. O levantamento foi divulgado pela Fenaprevi nesta terça (7) e mostra queda na comparação com o ano anterior.
Fenaprevi aponta captação bruta menor, mas entrada líquida cresce no bimestre
A captação bruta caiu 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. Mesmo com a queda nos valores totais, o resultado muda quando entram as retiradas dos planos.
A diferença entre entradas e saídas dos recursos, a captação líquida, ficou em R$ 4,9 bilhões no bimestre. O número subiu 52,4% na comparação anual.
Participantes, planos e resgates: números do 1º bimestre de 2026
Segundo a Fenaprevi, havia 11,2 milhões de participantes, com mais de 13,7 milhões de planos. Esses números indicam como o setor está distribuído entre os planos.
A entidade informou que 99,4% do total ainda está na fase de acumulação. Na outra ponta, os resgates recuaram 16,8% no período, somando R$ 22,6 bilhões.
A alta da captação líquida aconteceu, principalmente, com a redução dos saques. O relatório destaca esse movimento como fator que puxou o resultado do bimestre.
O que acompanha o resultado: fase de acumulação e resgates
Com 99,4% dos participantes ainda na fase de acumulação, o setor mantém a maior parte do volume voltado para formar reservas. A Fenaprevi também registrou queda nos resgates no bimestre.
Se os saques continuarem menores, a diferença entre entradas e saídas tende a seguir favorecida no curto prazo, conforme a explicação da Fenaprevi. No 1º bimestre, esse efeito levou a captação líquida a R$ 4,9 bilhões.
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