Governo muda diplomatas e tem atrito com EUA e Argentina antes da eleição

O governo brasileiro perdeu a presença ativa de seus embaixadores em Washington e em Buenos Aires e tratou o caso como disputa política perto da eleição. O desentendimento envolve os Estados Unidos e a Argentina e pode afetar o reconhecimento do resultado.

Brasília fica sem embaixador ativo e diz que disputa passa do campo diplomático

Até as eleições, o Brasil deve ficar sem embaixador ativo em Washington e em Buenos Aires. O governo americano revogou o visto da embaixadora brasileira em uma “ação recíproca”.

O Departamento de Estado citou demora na aceitação do novo embaixador no Brasil, que ainda não foi aprovado no Congresso dos Estados Unidos. O governo brasileiro negou e chamou as justificativas de “falsas”.

Revogação de visto nos EUA e mudança de contato com a Argentina

Enquanto a ofensiva com os EUA avançava, a chancelaria brasileira avisou ao embaixador da Argentina que os serviços dele no país ficariam dispensáveis a partir de hoje. A partir daí, os contatos oficiais passaram a ficar restritos ao encarregado de negócios argentino em Brasília.

Ainda em paralelo, saiu a decisão de retirada do embaixador brasileiro de Buenos Aires por tempo indefinido.

Governo Lula teme questionamento do resultado e mira eleição presidencial

Dentro do governo Lula, a preocupação recai sobre a chance de a decisão da maioria dos 158 milhões de eleitores brasileiros ser questionada e não reconhecida por governos de Donald Trump e de Javier Milei, com apoio de outros países, como Israel.

O tema aparece ligado a um cenário de derrota de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, que tenta ser reconhecido como candidato dos Estados Unidos na eleição presidencial do Brasil.

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