A fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas teve pouco impacto nas intenções de voto dele na disputa presidencial. Uma pesquisa Genial/Quaest mostrou que a maioria dos entrevistados diz que a declaração não muda a escolha.
Maioria dos entrevistados não relaciona fala sobre urnas à decisão de voto
Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 54% dos entrevistados disseram que a declaração não tem efeito nas suas propensões de voto em Flávio Bolsonaro.
Outros 26% afirmaram que a fala diminuiu a disposição de votar nele. Para 15%, a declaração aumentou a vontade de escolhê-lo.
68% não sabiam da reunião em que Flávio citou a Smartmatic, diz pesquisa
A pesquisa aponta que 68% dos entrevistados não sabiam da reunião com embaixadores em que Flávio afirmou que as urnas brasileiras são fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic. O texto original diz que essa afirmação foi desmentida pelo TSE.
Entre os independentes, a parcela mais expressiva foi de 65% para quem o discurso não afeta a escolha. Entre os bolsonaristas, 45% disseram que ficou mais vontade de votar nele.
Na esquerda não lulista, 57% declararam que diminuiu a probabilidade de escolhê-lo.
Resultados apontam diferença entre grupos de eleitores na leitura da fala
A pesquisa mostra como o impacto da fala varia conforme o grupo. O recorte com independentes indica maior concentração de quem não vê efeito.
O levantamento também separa bolsonaristas e esquerda não lulista, com percentuais diferentes para quem disse que a declaração aumentou ou diminuiu a disposição de votar em Flávio Bolsonaro.
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