Governo reduz 22,2% dos cargos em comissão, mas folha total do SIGRH sobe R$ 169,02 milhões

Entre fevereiro e julho de 2026, o governo do estado cortou 22,2% dos cargos em comissão. Mesmo assim, o valor do dispêndio mensal total registrado no SIGRH subiu R$ 169,02 milhões.

Corte nos comissionados reduz vínculos e gasto do grupo, mas não derruba a folha total do SIGRH

O governo enxugou os cargos em comissão entre fevereiro e julho de 2026. Os dados do SIGRH mostram queda no número de vínculos e também no gasto mensal com esse grupo.

Na folha observada no sistema, porém, o gasto geral aumentou no mesmo período. A diferença aparece mesmo com redução no total de vínculos ativos.

De 14.318 para 11.146 cargos em comissão: redução de 22,2% e queda de R$ 16,74 milhões por mês

Em fevereiro, o Caderno de Recursos Humanos apontava 14.318 vínculos como “Cargo Comissão”. Em julho, com o desembargador Ricardo Couto como governador em exercício, o número caiu para 11.146.

Foram 3.172 vínculos comissionados a menos, com redução de 22,2%. O gasto mensal com cargos em comissão caiu de R$ 82,51 milhões para R$ 65,77 milhões.

A remuneração média dos comissionados subiu de R$ 5.762,73 para R$ 5.900,41. No total de vínculos ativos, a queda foi de 182.064 para 179.004.

Dispêndio total sobe para R$ 3,471 bilhões em julho e metodologia limita comparação com gasto de pessoal da LRF

O poder executivo registrava 423.991 vínculos em fevereiro, com gasto mensal de R$ 3,302 bilhões. Em julho, com 420.313 vínculos, o gasto chegou a R$ 3,471 bilhões.

Mesmo com 3.678 vínculos a menos no conjunto, o dispêndio mensal ficou R$ 169,02 milhões maior. O Caderno também avisa que esse valor não corresponde à Despesa Total com Pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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