O governo de Donald Trump contratou empresas privadas para localizar migrantes do México, Honduras e Guatemala deportados dos Estados Unidos e cobrar multas não pagas. A cobrança mira um valor calculado em cerca de R$ 2,15 bilhões.
CBP usa empresas privadas para tentar achar deportados e cobrar dívidas
O contrato foi feito pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês). A agência quer recuperar valores que, segundo as autoridades americanas citadas pela Bloomberg, seriam devidos em multas não pagas.
Os documentos federais citados na reportagem detalham que as empresas podem usar informações para localizar pessoas. Elas também avaliariam a capacidade de pagamento, com base em dados disponíveis.
Mais de 66.300 deportados têm dívida conjunta de US$ 423 milhões
A CBP calcula que mais de 66.300 pessoas deportadas tenham uma dívida conjunta de cerca de US$ 423 milhões, aproximadamente R$ 2,15 bilhões. Para tentar recuperar esse valor, a agência fechou contratos no mês passado.
Segundo a Bloomberg, os contratos podem chegar a US$ 9 milhões, ou R$ 45,78 milhões, para cada uma das quatro empresas. As empresas citadas são Global Recovery Group, The Baptiste Group, Caduceus Inc. e Response AI Solutions.
Dados de emprego, tribunais e contas podem ser usados para localizar
Os documentos citados pela reportagem dizem que as empresas podem recorrer a registros de emprego, documentos judiciais e contas de serviços públicos. As empresas também podem usar fotografias de residências para localizar os deportados e avaliar o pagamento.
O material não esclarece como o governo americano pretende obrigar quem já deixou o país a quitar as dívidas. Também não define qual seria o papel das autoridades estrangeiras nesse processo.
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