Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, disse que o Irã vai precisar de um sistema de verificação “muito avançado” depois que a guerra terminar. Ele falou que só a intenção do governo iraniano não basta.
Agência da ONU exige checagem “muito avançada” para impedir avanço nuclear do Irã
Grossi afirmou que o objetivo do acordo é evitar qualquer desenvolvimento de armas nucleares no Irã.
Durante visita ao Japão, ele disse que é necessário colocar em prática um sistema de verificação “muito avançado” o mais rápido possível.
AIEA entra no acordo após memorando de entendimento entre Irã e EUA e discute urânio enriquecido
Na semana passada, Irã e Estados Unidos assinaram um acordo preliminar para encerrar permanentemente a guerra no Oriente Médio. O memorando abre negociações com duração inicial de 60 dias e menciona a participação da AIEA nas próximas etapas do programa atômico de Teerã.
O oitavo dos catorze termos do documento diz que a república islâmica vai diluir seu estoque de urânio enriquecido, estimado em 440 quilos, com supervisão da AIEA. O texto ainda não define se isso vai ocorrer em solo iraniano ou em um país terceiro, a combinar.
Grossi disse que a AIEA “apenas” começou conversas com Teerã sobre o que vai acontecer com as reservas de urânio depois do memorando com Washington.
Irã recusa inspeções em instalações bombardeadas e Trump diz que inspeções serão permitidas
Antes dos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos de junho de 2025 contra instalações nucleares do Irã, a AIEA calculou 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, enquanto o nível para produzir uma arma atômica é de 90%.
Na terça-feira 23, o Irã disse que não vai permitir que a AIEA inspecione as instalações bombardeadas. No mesmo dia, Donald Trump afirmou que o Irã “concordou plena e completamente” em permitir o retorno dos inspetores nucleares.
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