O Grupo Lermen voltou à Justiça para ampliar a proteção contra cobranças e apreensões ligadas à sua operação rural. O pedido feito dentro de um processo de recuperação judicial foi negado pela Justiça.
Pedido de proteções chega após suspensão de cobranças por 60 dias
Antes, o conglomerado conseguiu suspender por 60 dias ações e medidas de cobrança de credores que buscavam uma mediação empresarial.
Agora, a nova tentativa ocorreu no pedido de recuperação judicial. Credores trataram o movimento como mais um sinal de fragilidade financeira do grupo.
Justiça de Sinop negou pedido e determinou entrega de documentos em 15 dias
A 4ª Vara Cível de Sinop registrou que o Grupo Lermen pediu a antecipação de proteções que costumam ser dadas quando a recuperação judicial começa a tramitar.
O grupo queria impedir medidas como bloqueios, apreensões, retirada de máquinas, tomada de posse de áreas, despejos e outras ações sobre bens, lavouras e produtos agrícolas. A Justiça negou o pedido por considerar a medida precipitada.
A decisão também mandou o grupo apresentar documentos e informações complementares antes de uma nova definição do andamento da recuperação judicial. O prazo foi de 15 dias, sob risco de indeferimento. Entre os itens exigidos estão lista completa de credores, informações sobre funcionários, extratos bancários atualizados, relação de processos em curso, bens do grupo e um relatório sobre a situação operacional das atividades rurais.
Grupo cita seca, mercado do algodão e Operação Safra Desviada na origem da crise
O Grupo Lermen disse que a crise financeira veio principalmente de fatores externos, como seca e dificuldades no mercado do algodão.
O grupo também citou prejuízos ligados à chamada Operação Safra Desviada.
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