O presidente do Sindiextra, Gustavo Lanna, defendeu no evento O Futuro da Mineração mais representatividade para a indústria de agregados. Ele apresentou números do setor e mostrou por que o volume extraído ainda não vira reconhecimento.
Agregados movem obras, mas ficam longe das decisões
Lanna disse que a indústria de agregados ajuda a movimentar estradas, metrôs e casas populares. Mesmo assim, o setor enfrenta marginalização política e pouca visibilidade dentro da cadeia mineral.
Na apresentação, ele também citou a distância do setor em relação aos padrões de automação da China e dos Estados Unidos.
Sindiextra amplia presença e mostra dados do tamanho do mercado
Lanna relatou que, há cerca de 12 a 15 anos, o segmento em Minas Gerais era disperso e tinha dificuldade de ser ouvido por legisladores e pelo Executivo. Ele contou que, quando falavam de agregado, pediam para trocar o tema para minério de ferro ou ouro.
Segundo ele, a mudança aconteceu com a decisão de buscar representatividade no Sindiextra. Hoje, das 140 empresas associadas, 60 são de agregados, e Lanna ocupa a presidência e a presidência do conselho.
O dirigente citou projeção de 706 milhões de toneladas para 2025 no Brasil. Ele também informou que existem cerca de 2.500 empresas no setor, com aproximadamente 75 mil empregos diretos e capacidade instalada de 900 milhões de toneladas por ano.
Automação, rejeitos e regulamento na mira do setor
Lanna comparou indicadores do Brasil com China, Estados Unidos e Europa. Ele disse que a produção por trabalhador no Brasil fica abaixo de 600 toneladas por trabalhador e que a taxa de automação brasileira estimada entre 30% e 40% é menor que a da China (45% a 55%) e a de Estados Unidos e Europa.
Ele citou ainda que a Martins Lanna transformou pó de pedra em areia comercializável há mais de 25 anos. Lanna também mencionou o uso de drones para topografia e pediu que o setor de explosivos busque melhorias de processo e de eficiência para oferecer no mercado.
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