A ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, onde Eduardo já está, pode mexer no ritmo da atuação dos irmãos no Brasil. O impacto, agora, depende do resultado das eleições americanas de meio de mandato e da disputa pelo comando do Senado brasileiro.
Especialista diz que irmãos podem dividir holofotes sem somar força no exterior
Robson Bonin afirmou que Flávio pode tentar dividir os holofotes e que isso não vira soma direta de influência.
Ele também disse que, nas conversas com integrantes do governo, a entrada de Flávio no mesmo espaço de Eduardo tende a não ampliar a força da direita. Na visão do colunista, os irmãos devem disputar a atenção de um público que Eduardo já mobilizava.
O que Bonin cita sobre redes, discurso e influência ligada a Trump e ao Senado
Bonin relatou que Eduardo ganhou visibilidade nas redes a partir dos Estados Unidos num período em que a direita buscava mais peso por causa da eleição de 2026.
Com a derrota de Flávio para Lula, os irmãos passam a atuar no mesmo país e a sustentar um discurso semelhante sobre alegada perseguição judicial.
O colunista também ligou o peso da família ao desempenho do grupo de Donald Trump nas eleições de meio de mandato. Ele disse que um revés pode enfraquecer politicamente Trump e reduzir a disposição de setores do governo dos Estados Unidos em apoiar a família.
Disputa no Senado pode definir se bolsonarismo abre espaço para falar do exterior
Bonin disse que Flávio e Eduardo ainda podem influenciar a oposição se o bolsonarismo conseguir eleger um aliado para a presidência do Senado.
Se a direita não superar a base de Lula nessa disputa, ele afirmou que o espaço para os dois interferirem na política brasileira a partir dos EUA pode encolher rápido.
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