Pezeshkian diz que retomada de hostilidades no Oriente Médio ‘não beneficia ninguém’ após ataque dos EUA

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira, 3, que uma retomada das hostilidades no Oriente Médio “não beneficiaria ninguém” depois de um ataque dos Estados Unidos a uma ilha no Estreito de Ormuz. A fala ocorre no meio de negociações diplomáticas para tentar encerrar o conflito.

Pezeshkian pede saída pelo diálogo após ataque dos EUA a ilha no Estreito de Ormuz

Em reunião de gabinete, Pezeshkian disse que “ninguém vai tirar proveito algum desta guerra”. O presidente também afirmou que o guia supremo do Irã concedeu ao governo “poderes” para tratar com Washington assuntos antes considerados tabu.

O vice-ministro iraniano de Relações Exteriores, Kazem Qaribabadi, declarou que Teerã se reserva o direito de defesa após o bombardeio.

Trump confirma ataque a instalação antiaérea e moradores relatam explosões em Qeshm

Em declarações à Fox News, Donald Trump confirmou que o Exército americano atacou uma instalação antiaérea da república islâmica. A agência de notícias iraniana IRNA informou que pelo menos cinco explosões foram ouvidas na ilha de Qeshm.

Segundo a IRNA, moradores viram dois aviões no céu. Trump disse que “Construíram uma instalação antiaérea. Levaram dois meses. Assim que a concluíram, a atingimos muito bem ontem à noite” e qualificou a ação como “ataque menor”.

Irã apresenta condições para reabrir Ormuz em dois dias e cita negociações indiretas

O Catar, mediador do conflito, afirmou nesta terça que “as duas partes seguem comprometidas com o processo de negociação” e disse que “Mantemos a esperança de que ainda haja uma chance de alcançar um acordo”.

Também nesta semana, o Irã informou que propôs, via mediadores, reabrir o Estreito de Ormuz no prazo de dois dias, em vez de sete. Teerã condiciona a reabertura ao fim da guerra em todas as frentes, ao descongelamento de ativos iranianos, à suspensão de sanções petrolíferas e ao encerramento do contrabloqueio americano aos portos iranianos, além de pedir aceitação da “nova rota acordada entre Irã e Omã para o trânsito pelo Estreito de Ormuz”.

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