Um boletim da Fiocruz mostra aumento contínuo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o Brasil. O avanço aparece ligado ao VSR em crianças e à influenza A nas outras faixas etárias.
Fiocruz informa incidência de SRAG em alerta, risco ou alto risco em quase todas as unidades
A nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (21), aponta aumento dos casos de SRAG no país.
Segundo o levantamento, todas as unidades da federação, com exceção de Rondônia, registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco.
18 estados e 16 capitais com tendência de crescimento no longo prazo
Em 18 estados, o boletim identificou tendência de crescimento de longo prazo: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.
Nas capitais, 16 registram atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (NA), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).
Influenza A e VSR ganham destaque, e reforço de vacinação é recomendado para grupos de risco
No Nordeste e no centro-sul, os casos de SRAG ligados ao VSR seguem em alta. Na Região Norte, o Pará tem tendência de crescimento das hospitalizações relacionadas ao vírus, com incidência extremamente alta.
A pesquisadora Tatiana Portella destaca a vacinação diante do aumento da circulação da influenza A e do VSR. Ela também lembra que, mesmo com a baixa circulação da Covid-19, a população de risco deve estar em dia com as doses de reforço, já que o vírus ainda é uma causa importante de óbitos por SRAG entre os idosos.
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