Quem recebeu ações por bonificação em 2026 precisa declarar o ganho do jeito certo no Imposto de Renda. A orientação explica onde informar as ações e qual custo usar na venda.
Por que a bonificação muda a declaração do Imposto de Renda
Na bonificação em ações, a pessoa recebe novas ações sem desembolsar dinheiro naquele momento. No IR, esse recebimento entra como rendimento, mas entra como rendimento isento.
O ponto que muda a conta do imposto aparece na venda. O ganho de capital não usa um “custo zero” só das ações bonificadas.
Charles Gularte orienta como lançar bonificação e custo médio ajustado
A resposta foi dada por Charles Gularte, sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei.
Em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, o contribuinte informa as ações bonificadas com o código 18 – “Bonificações em ações”. Nessa ficha, entram o CNPJ e o nome da companhia que concedeu a bonificação e o valor total da bonificação.
Em “Bens e Direitos”, o contribuinte declara as ações originais e as bonificadas em conjunto. O lançamento usa o custo de aquisição ajustado e fica no Grupo 03 – Participações societárias, Código 01 – Ações (inclusive as negociadas em bolsa).
Na venda, use o custo médio ajustado das ações da empresa
Na apuração do ganho de capital, vale o custo de aquisição das ações, com o custo médio ajustado após a bonificação. A orientação é considerar o custo médio ajustado das ações daquela empresa como um todo.
Se a “Situação em 31/12/2025” aparecer menor do que em “Situação em 31/12/2024”, a dica é explicar no campo “Discriminação” que houve bonificação e ajuste de custo.
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