O ministro do Irã, Abbas Araghchi, denunciou “violações do cessar-fogo” por parte de Israel e disse que o país pode romper a trégua. Nesta quarta-feira, 8, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz para travessias de navios comerciais.
Irã acusa Israel de atacar mesmo com trégua e leva a disputa para o Estreito de Ormuz
Abbas Araghchi fez a denúncia em conversa por telefone com o comandante das Forças Armadas do Paquistão, marechal Asim Munir.
O Paquistão mediou a frágil trégua entre Estados Unidos e Irã. Enquanto isso, o Irã tratou o Líbano como parte do conflito nas “violações” citadas pelo ministro.
Mensagem da Marinha iraniana ameaça navios e Israel diz que vai seguir operações no Líbano
Segundo agências estatais iranianas, o Irã pode romper o cessar-fogo com Estados Unidos e Israel se o Exército israelense não parar de bombardear o Líbano.
Teerã fechou o Estreito de Ormuz e a Marinha iraniana avisou embarcações no Golfo Pérsico que a passagem permanecia fechada. A mensagem ameaçava destruição: “Qualquer embarcação que tentar navegar para o mar… será alvejada e destruída…”.
Israel realizou novos ataques no sul do Líbano e afirmou que suas operações contra o Hezbollah vão continuar, mesmo após o anúncio de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Um porta-voz militar israelense pediu a saída imediata de moradores do sul de Beirute e da cidade de Tiro para áreas mais seguras, antes de um ataque aéreo em Sidon deixar oito mortos e 22 feridos, segundo o Ministério da Saúde local.
Retirada no Líbano, mortes e rota marítima alterada a partir do fechamento de Ormuz
O gabinete do primeiro-ministro israelense disse que o acordo exclui o território libanês. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, havia dito que Teerã, Washington e aliados “concordaram com um cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano e outros lugares”.
Até agora, pelo menos 1.530 pessoas morreram no Líbano, incluindo 130 crianças, e milhares ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde. Mais de 1 milhão foram obrigadas a fugir de casa devido aos bombardeios.
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