Irã diz que acordo com Omã para Ormuz está perto, mas EUA precisam atender exigências

O Irã disse nesta segunda-feira, 10, que está perto de um acordo final com Omã para definir novas rotas e reabrir o Estreito de Ormuz. Teerã voltou a cobrar concessões dos Estados Unidos, incluindo indenizações, suspensão de sanções e fim das ameaças militares.

Ormuz pode voltar a operar, mas Teerã liga reabertura a pedidos aos EUA

O Irã afirmou que as tratativas com Omã avançam “de forma tranquila e construtiva”. O governo iraniano disse que já existe um acordo sobre o mapa das rotas de navegação.

O Irã também citou discussões sobre gestão do estreito. Teerã mencionou proteção ambiental e “serviços marítimos”, além da ideia de cobrar pedágios de embarcações.

Baghaei e Araqchi citam exigências como indenizações e fim de bloqueio naval

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, falou sobre o avanço das conversas com Omã. Abbas Araqchi disse no domingo que o pacto está nos “estágios finais”.

Segundo Araqchi, Ormuz só será reaberto se os Estados Unidos atenderem demandas. Entre as exigências estão indenizações pelos danos dos bombardeios e o fim de ameaças militares, além da suspensão de sanções e liberação de fundos do Irã congelados em bancos no exterior.

Mar de Ormuz está bloqueado e mercados reagiram com alta do Brent

Os bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel à república islâmica, em 28 de fevereiro, bloquearam a rota usada por cerca de um quinto do petróleo e do gás consumidos pelo planeta antes do conflito. Os preços de combustíveis subiram globalmente.

Nesta segunda, o preço do Brent subiu e foi a US$ 84,22. O texto também cita que uma fonte do governo americano disse que o fim do bloqueio naval depende do fluxo “sem impedimentos” no Estreito de Ormuz.

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