O Irã informou nesta segunda-feira que o líder supremo Mojtaba Khamenei teve ferimentos “superficiais” em um ataque dos Estados Unidos e de Israel, que marcou o início da guerra em 28 de fevereiro. Desde então, ele não aparece em público, o que gerou suspeitas sobre o estado de saúde.
Porta-voz do Ministério da Saúde do Irã minimiza ferimentos após ataque em 28 de fevereiro
O porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, Hussein Kermanpur, disse que Mojtaba Khamenei sofreu apenas lesões “superficiais”. Ele afirmou que o líder entrou no centro cirúrgico e recebeu alta em 1º de março.
Morte de Ali Khamenei e relato de hospitalização com alta em 1º de março
Ali Khamenei, então líder supremo e pai de Mojtaba, morreu no bombardeio. Kermanpur relatou que, na madrugada de 28 de fevereiro, Mojtaba foi encaminhado ao hospital e “entrou na sala de cirurgia junto com outros feridos”.
O porta-voz disse que, além de lesões superficiais no rosto, na cabeça e nas pernas, não houve amputações nem problema médico significativo. Ele declarou que, à agência de notícias ILNA, não foram considerados danos graves e não foram necessários procedimentos especiais, além de um ou dois pontos de sutura.
Negociações por cessar-fogo miram Ormuz e estoque de urânio enriquecido
Pressionadas pelo governo de Donald Trump, autoridades iranianas tentam fechar um acordo de paz. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o principal negociador foram a Doha para conversar com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani, sobre um cessar-fogo.
As conversas, segundo a Reuters, focaram no Estreito de Ormuz e no estoque de urânio enriquecido de Teerã. A questão nuclear aparece como ponto central, com os EUA rejeitando que o Irã mantenha reserva e possibilidade de produzir armas nucleares, enquanto o Irã diz não ter esse objetivo e não aceita envio do material ao exterior.
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