O Irã anunciou que pode reabrir o Estreito de Ormuz depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a escolta militar conhecida como “Projeto Liberdade”. A mudança interessa porque envolve a principal rota marítima da região e afeta o fluxo de navios mercantes.
Guarda Revolucionária fala em “trânsito seguro e estável” pelo estreito
A Guarda Revolucionária Islâmica, força ideológica do Irã, afirmou por meio da mídia estatal do país nesta quarta-feira, 6, que o Estreito de Ormuz pode voltar a operar.
A Marinha da guarda disse que “trânsito seguro e estável” pelo estreito pode acontecer após o fim das “ameaças de agressores”. O comunicado não detalhou novos procedimentos e citou que proprietários e capitães respeitaram as normas iranianas ao transitar pela via.
Trump pausa “Projeto Liberdade” e mantém bloqueio naval a portos iranianos
Trump anunciou nas redes sociais que vai pausar o Projeto Liberdade, iniciado na segunda-feira 4, por “um curto período”. Ele disse que a pausa abre espaço para esforços dos Estados Unidos para finalizar um acordo com a nação persa e encerrar a guerra.
Ele também citou “o pedido do Paquistão e de outros países” e mencionou “grandes progressos” na direção de um acordo completo e definitivo. Mesmo com a suspensão, Trump reiterou que o bloqueio naval da Marinha americana a portos e navios iranianos continua valendo, com início há mais de três semanas.
Rubio diz que operação inicial contra o Irã foi concluída e cita exigências
Depois do anúncio, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que o cessar-fogo no Oriente Médio seguia em pé e que a principal operação inicial contra o Irã havia terminado. Ele afirmou que “A Operação Fúria Épica” terminou e apontou que a etapa foi comunicada ao Congresso.
Rubio acrescentou que Teerã precisa concordar com exigências de Trump sobre o programa nuclear e reabrir o Estreito de Ormuz para a paz ser alcançada.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.