Irã diz que sanções dos EUA são “declaração de guerra” e fala em resposta militar

O governo do Irã chamou de “declaração de guerra” as novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos. A medida entra na disputa aberta pela “pressão máxima” prometida por Donald Trump e afeta rotas marítimas importantes.

Irã reage às sanções dos EUA e reforça o clima de confronto sobre o país e o petróleo

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, disse que as medidas buscam ampliar o poder dos EUA além das fronteiras. Ele também apontou a intenção de aumentar a pressão econômica sobre Teerã.

Enquanto isso, a crise deixa sob tensão uma das rotas marítimas mais usadas do mundo. O tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz segue bem abaixo do que era antes do conflito.

Scott Bessent apresenta detalhes na segunda-feira; circulação cai para cerca de 20% da média anterior

Donald Trump prometeu impor as sanções mais severas da história contra o país. Ele também ameaçou aplicar consequências econômicas para nações que mantenham relações consideradas vitais para o regime iraniano.

Os detalhes das medidas devem ser apresentados pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, na segunda-feira, 24. O presidente americano voltou a dizer que o Irã precisa desistir de qualquer possibilidade de desenvolver uma arma nuclear.

Dados citados na reportagem mostram que a circulação de navios caiu para cerca de 20% da média anterior à guerra. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que mais de 15 milhões de barris de petróleo e outros produtos atravessaram o estreito em um único dia, com média recente acima de 8 milhões de barris diários, ainda menor que antes do conflito.

Estreito de Ormuz segue com restrições; Irã autoriza parte dos navios iraquianos

Donald Trump disse considerar o Estreito de Ormuz como “território americano”. Ele declarou ainda que Teerã teria interesse em chegar a um acordo, mas que o país não estaria disposto a aceitar os termos defendidos por Washington.

O Irã mantém restrições à navegação. Ainda assim, autorizou a passagem de parte dos navios petroleiros iraquianos.

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