Irã diz que só aceita acordo com EUA após cessar-fogo efetivo no Líbano

O Irã voltou a condicionar um possível acordo de paz com os Estados Unidos a um cessar-fogo efetivo no Líbano. A fala aconteceu em meio ao aumento dos ataques de Israel contra a milícia Hezbollah.

Porta-voz do Irã liga acordo com EUA a trégua no Líbano e cobra fim de ataques

Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, disse que os Estados Unidos também estão violando o cessar-fogo. Ele citou bombardeios como exemplo do que chamou de descumprimento.

Baghaei também afirmou que o Irã não vai hesitar em tomar medidas para proteger a segurança nacional. Ele fez o recado durante a intensificação dos ataques de Israel à milícia Hezbollah.

Irã diz que tema nuclear não entra na negociação e pede suspensão de sanções e fundos

O porta-voz reiterou que a questão nuclear não faz parte das negociações em curso. Ele mencionou que a prioridade, no momento, é encerrar a guerra iniciada por ataques dos EUA e Israel ao país em 28 de fevereiro.

Além do fim dos conflitos no Oriente Médio, o Irã exigiu suspensão de sanções, liberação de fundos congelados e fim do bloqueio marítimo americano. Os termos citam ainda reparações por danos causados pela guerra e retirada das forças americanas de áreas perto do território iraniano.

Baghaei falou depois de Donald Trump afirmar que o regime iraniano concordou em não desenvolver ou comprar armas nucleares. Trump declarou isso, mas o texto diz que Teerã ainda não confirmou a informação.

Trump volta a ameaçar “resolver” guerra diferente e prevê ofensiva se proposta não agradar

Trump declarou à Fox News que o acordo citado envolve a regra de não desenvolver nem comprar uma arma militar. Ele afirmou que a negociação leva tempo e disse que não tem pressa para fechar um bom negócio.

O presidente dos EUA também advertiu que pode “resolver” a guerra de uma “maneira diferente” se as tratativas falharem. Ele disse que uma nova ofensiva pode acontecer se o Irã apresentar um acordo “que não seja bom” para os EUA.

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