Sharma cita demografia, investimento e endividamento ao explicar saltos de desenvolvimento

O investidor Ruchir Sharma falou sobre o que ajuda países a darem saltos de desenvolvimento, citando demografia, “ciclo da vida” e investimento em infraestrutura. Ele também apontou endividamento, déficit em conta corrente e desigualdade como riscos para manter o crescimento.

Demografia e “ciclo da vida” entram na conta de quem mede desenvolvimento

Sharma diz que a demografia responde por pelo menos um terço do crescimento dos países que avançaram rápido no desenvolvimento. Para sustentar esse impulso, a força de trabalho precisa crescer pelo menos 2%.

Ele usa ainda o “ciclo da vida” para explicar escolhas de gastos em períodos de crise. O modelo citado envolve promover austeridade quando a crise é grave e voltar a gastar quando o cenário parece controlado.

China e Coreia do Sul são citadas por investir antes em infraestrutura

Sharma afirma que, quando a maior parte do dinheiro vai para benefícios e não para infraestrutura, o crescimento sofre prejuízo. Ele menciona como exemplo a China e a Coreia do Sul, que teriam feito primeiro o investimento e depois distribuído as fatias com aposentadoria e outros benefícios.

Outro ponto citado pelo autor é o endividamento, principalmente do setor privado, como palavra para explicar o que pode dar errado. Ele também cita déficit em conta corrente e desigualdade, dizendo que a desigualdade tem potencial politicamente desestabilizador.

Com 6%, 4% ou 2% de crescimento, prazos para renda mudam até 2071

Com crescimento de 6% ao ano, a conta apresentada por Sharma leva quinze anos para sair dos 12 000 dólares e chegar a renda per capita de 30 000 dólares. No cenário de 4%, seriam 23 anos, e com 2% o tempo chegaria a 45 anos, até 2071.

Ele diz que muitas condições para crescimento acelerado dependem do comportamento econômico do resto do mundo. No fim, Sharma afirma: “É difícil dar certo e fácil dar errado”.

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