Irã e Omã avançam com um plano para cobrar uma taxa de navios que passam pelo Estreito de Ormuz, mesmo com objeções dos Estados Unidos. A proposta foi apresentada pelos omanenses aos EUA e a outros aliados e está em debate sobre como a cobrança funcionaria.
Proposta de Omã mira cobrança por travessia em rota com peso na produção de combustíveis
De acordo com fontes citadas pelo jornal americano The New York Times, Omã levou aos EUA e a outros aliados ocidentais uma proposta formal para criar um sistema de cobrança por serviços prestados a embarcações.
O texto aponta que, em um período normal, quase 20% da produção global de combustíveis passa por essa rota marítima.
Críticas dos EUA, divergência sobre cobrança e bloqueio durante guerra mudaram o cenário
Diplomatas ouvidos pelo jornal dizem que a cobrança seria voluntária, inspirada no modelo dos estreitos de Malaca e de Singapura. O governo iraniano defende que o pagamento seja obrigatório.
Antes do conflito, navios cruzavam o estreito sem pagar. Durante a guerra, iniciada após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã bloqueou a navegação pelo estreito e os preços globais dos combustíveis dispararam.
Trump nega pedágio e Gharibabadi fala em acordo ou sistema próprio
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na semana passada que o Irã garantiu a Washington que não haverá cobrança de pedágio ou de taxas para navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Na segunda-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que Teerã quer chegar a um acordo com Omã, mas pode impor um sistema próprio se não houver consenso.
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