O Estreito de Ormuz vai seguir fechado enquanto os Estados Unidos não mudarem a postura e não aceitarem as condições do Irã para o fim da guerra, disse o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional nesta terça-feira, 11. A fala coloca a reabertura da rota marítima no alvo de novas exigências entre Teerã e Washington.
Reabertura de Ormuz fica ligada a negociações com EUA, diz Mohsen Rezaei
Mohsen Rezaei afirmou que os Estados Unidos precisam encerrar a guerra.
Ele também citou a liberação de ativos iranianos congelados e o fim dos conflitos na região, incluindo Gaza e Líbano, para que a rota marítima seja reaberta.
Condição separa: acordo com Omã não encerra bloqueio, afirma iraniano
Rezaei fez uma distinção entre as negociações com Omã para definir novas rotas de navegação pelo estreito e o fechamento do Estreito de Ormuz.
Mesmo com um acordo sobre a circulação de embarcações, ele disse que isso não significaria automaticamente o fim do bloqueio. “Se um acordo for alcançado entre Irã e Omã sobre a rota de trânsito pelo Estreito de Ormuz, esse acordo será uma questão separada do fechamento do estreito”, disse ele.
Reunião no Irã e guerra no Oriente Médio: novas exigências e ataques no entorno
Rezaei, de 71 anos, foi nomeado secretário nesta segunda-feira 10, substituindo Mohammad Bagher Zolghadr. Zolghadr havia assumido o cargo em março após o assassinato do antecessor por bombardeios de Israel na guerra.
Enquanto o bloqueio segue como alvo de exigências do Irã, aumentaram as ofensivas dos rebeldes hutis, com ataques em pontos estratégicos entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden. No mesmo período, militares iemenitas informaram sete mortes em ataque huti a Mocha, e o Ministério dos Transportes do Iêmen falou em quatro tripulantes mortos em um suposto ataque dos hutis contra um navio de carga no estreito de Bab el-Mandeb nesta terça-feira.
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