O chefe de segurança nacional do Irã, Mohsen Rezaei, avisou nesta quarta-feira, 2, que os Estados Unidos vão enfrentar uma “nova estratégia” iraniana no Oriente Médio. O anúncio veio após mais de um mês de troca de ataques entre os dois países.
Reação iraniana mira guerra, diplomacia e bloqueio econômico
Mohsen Rezaei publicou no X (ex-Twitter) que a nova estratégia do Irã vai “destruir seus alicerces” no campo de batalha, na diplomacia e no enfrentamento do bloqueio econômico.
O comunicado apareceu depois de uma sequência de ataques iranianos contra bases e outros alvos americanos na região.
Alvos em vários países e petroleiros atingidos no Estreito de Ormuz
O Irã lançou ataques contra bases e alvos americanos no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque. Segundo as Forças Armadas iranianas, a intenção é expulsar os militares dos Estados Unidos da rede de instalações mantida por Washington na região.
Na Jordânia, o Exército local informou ter detectado 13 mísseis balísticos, com dez interceptados e três caindo em áreas remotas. No Kuwait, a Guarda Revolucionária Islâmica disse ter atingido a base aérea Ali Al Salem e instalações usadas por um comandante americano.
Teerã também afirmou que dois petroleiros “explodiram e ficaram em chamas” após colidirem com minas navais no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária disse que isso aconteceu depois de as embarcações pedirem ao Exército dos Estados Unidos para transitar por uma rota “ilegal” não designada pelas autoridades de Teerã.
Trump ordenou bombardeios e Pezeshkian fala em desescalada com condição
Teerã disse que a bateria de ataques nesta quarta foi retaliação aos bombardeios que o presidente americano Donald Trump ordenou no dia anterior. Trump afirmou que a ação era “completamente justificada” e ameaçou “atacar com muito mais força, em uma escala ainda maior” em caso de resposta iraniana.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, fez um aceno rumo a uma desescalada e prometeu que Teerã retomaria imediatamente os compromissos para encerrar a guerra se os Estados Unidos voltarem ao protocolo de acordo assinado em junho, com cessar-fogo e 60 dias para a diplomacia. Segundo o texto, por hora não há sinal de avanços diplomáticos.
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