Irã volta a dizer que controla Ormuz e manda países do Golfo não seguirem os EUA

O Irã reafirmou nesta sexta-feira, 26, que tem direito de controlar a navegação no Estreito de Ormuz e pediu que países do Golfo não se alinhem aos Estados Unidos. A declaração aumenta a tensão na rota por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.

Irã critica declaração dos países do Golfo com Washington sobre taxas em Ormuz

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores iraniano chamou de “intervencionista, irresponsável e provocativa” uma declaração conjunta dos Estados Unidos e dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG).

Na nota, o Irã reagiu ao recado do grupo que rejeitou a intenção iraniana de cobrar taxas de embarcações que cruzam o estreito.

Declaração veio após ataque perto de Omã e alerta da autoridade do Estreito do Golfo Pérsico

O Irã fez o novo aviso um dia depois de um navio ser atacado nas proximidades de Omã.

O caso ocorreu enquanto Teerã e Washington tentam encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro, após um acordo preliminar.

No dia 25, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, recém-criada pelo Irã para gerenciar o Estreito de Ormuz, disse que embarcações fora das rotas estabelecidas não terão garantia de passagem segura. A entidade afirmou no X (ex-Twitter) que “As consequências decorrentes da passagem por rotas não autorizadas serão de responsabilidade do proprietário, do operador e do comandante da embarcação”.

Trump diz que Irã garantiu não haver pedágio; memorando fala em 60 dias

Na quarta-feira, Donald Trump afirmou que o Irã garantiu a Washington que não haverá pedágio ou taxas para travessia de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.

Ele escreveu que “NÃO HÁ PEDÁGIOS, CUSTOS DE SEGURO OU QUAISQUER OUTRAS TAXAS SENDINGO EXIGIDOS OU RECEBIDOS PELO IRÃ DE NAVIOS QUE NAVEGAM PELO ESTREITO DE HORMUZ’” e acrescentou: “Se essa informação for falsa, as negociações terminarão imediatamente !”.

O texto também cita que os dois países encerraram uma primeira rodada de negociações na Suíça na segunda-feira sem grandes avanços. O memorando de entendimento assinado na semana passada diz que o regime iraniano se comprometeu a não cobrar pagamentos por 60 dias de negociações. O documento deixa em aberto o que acontece depois desse prazo.

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