O Irã afirmou neste sábado, 18, que voltou a fechar o Estreito de Ormuz. A decisão vem um dia depois da rota ser reaberta por causa do cessar-fogo no Líbano.
Fechamento de Ormuz volta a bater de frente com a reabertura após trégua
O Irã decidiu retomar o controle da passagem marítima estratégica. O motivo citado foi a manutenção do bloqueio naval dos Estados Unidos aos iranianos na rota marítima.
As autoridades militares do Irã disseram que voltariam a fazer uma “gestão rigorosa” de Ormuz. O grupo também citou que a liberação anterior da rota tinha sido parte de negociações com os Estados Unidos.
EUA mantêm bloqueio e Irã diz que Washington não cumpriu promessa
Em comunicado na televisão estatal, o comando militar do Irã afirmou que Washington não cumpriu uma promessa. A acusação foi manter o bloqueio a navios que navegam em direção e a partir dos portos iranianos.
O Irã disse que, enquanto as forças dos Estados Unidos não restaurarem a liberdade de movimentação para todos os navios que visitam o Irã, a “situação no Estreito de Ormuz continuará sob controle rigoroso”.
O texto original também cita o alerta do presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, dizendo que, se o bloqueio continuar, o estreito “não vai permanecer aberto”.
Se navios americanos interceptarem, Irã promete fechar novamente Ormuz
O Irã advertiu que, se navios de guerra americanos interceptarem embarcações procedentes de portos iranianos, o país pode fechar novamente o Estreito de Ormuz. O estreito é citado como passagem de “um quinto da produção global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL)”.
A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro com ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. O texto relata que o Irã respondeu com lançamentos de mísseis e drones no Golfo e com o fechamento do estreito para transporte de hidrocarbonetos.
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