Israel diz que vai ocupar partes do sul do Líbano após guerra com o Hezbollah

Israel anunciou que suas forças militares vão ocupar partes do sul do Líbano depois que a guerra contra o Hezbollah acabar. O ministro da Defesa, Israel Katz, falou em uma “zona de segurança” e em mudanças na região até o rio Litani.

Katz fala em “zona de segurança” no sul do Líbano após o fim da guerra

Israel Katz disse nesta terça-feira, 31, que as Forças de Defesa de Israel (IDF) vão se estabelecer em uma linha defensiva dentro do Líbano. Ele afirmou que a área serve como barreira contra mísseis antitanque.

Katz também disse que as IDF vão manter o controle de segurança de toda a região até o rio Litani. O Litani corre quase 30 km ao norte da fronteira entre os dois países.

Retiradas atingem 15% do território libanês e retornos ficam travados por segurança

O ministro afirmou que centenas de milhares de libaneses deslocados não vão conseguir voltar enquanto a segurança no norte de Israel não estiver garantida. Ele declarou que “todas as casas das localidades adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas seguindo o modelo de Rafah e Beit Hanoun, em Gaza”.

Katz disse que as ordens de retirada do Exército israelense já abrangem cerca de 15% do território nacional. Ele também citou a segunda vez em que autoridades do governo Benjamin Netanyahu falaram em ocupação após o conflito.

Governo libanês aponta riscos e já acusa o Hezbollah de levar o país a outra guerra

O presidente, Josef Aoun, descreveu o ataque israelense à Ponte Qasmiyeh como “prelúdio para uma invasão terrestre”. Ele disse que pediu negociações diretas com o governo israelense, mas não foi atendido.

Aoun criticou o Hezbollah e, na semana passada, expulsou o embaixador do Irã e declarou o embaixador como persona non grata. Desde o início da ofensiva, mais de 1.200 libaneses morreram, entre eles 121 crianças, segundo o Unicef.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.