Israel e Rússia entraram na lista da ONU sobre violências sexuais em conflitos, citando acusações feitas por prisioneiros. A inclusão vem em um relatório anual ao qual a AFP teve acesso nesta quinta-feira, 28, e será enviado aos membros do Conselho de Segurança.
Relatório anual da ONU registra incidentes e trava acesso a centros de detenção
No documento, a ONU diz que continua registrando incidentes e manifestações de violência sexual no contexto da guerra na Ucrânia e nos territórios palestinos ocupados.
O texto também menciona uma “negação persistente de acesso” por parte das autoridades de Israel e da Rússia, mesmo depois de alertas feitos pelo secretário-geral, António Guterres.
ONU fala em casos em Israel e na Rússia, com denúncias que remontam a 2023
O relatório afirma que, em 2025, continuaram sendo registrados casos de violência sexual contra palestinos detidos em Israel e nos territórios palestinos ocupados.
A ONU confirmou em 2025 casos que remontam a 2023, incluindo “tortura”, contra 14 homens, 7 mulheres, 9 meninos e uma menina na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Em Israel, a ONU cita abusos como estupro com objeto, estupros coletivos, violência física contra os órgãos genitais, nudez forçada e revistas corporais “sem aparente justificativa de segurança”.
Em Israel, Danny Danon acusa decisão de Guterres e fala em “congelamento” até 31 de dezembro
Segundo o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, Israel denunciou a decisão do secretário-geral como “vergonhosa e absurda”, dizendo que colocaria Israel e Hamas “já incluído na lista” em pé de igualdade.
Em vídeo publicado no X, Danon disse que houve “congelamento” das relações entre Israel e o gabinete de Guterres até o fim do mandato dele, em 31 de dezembro.
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