Israel Katz reafirma plano de remover palestinos de Gaza; ONU vê risco de crime

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, reafirmou que quer implementar um plano para remover palestinos da Faixa de Gaza em larga escala. A ONU trata o deslocamento forçado como violação do direito internacional e cita possibilidade de crime de guerra ou crime contra a humanidade.

Katz diz que remoção será “emigração voluntária”, mas ONU aponta risco legal

Israel Katz voltou a falar sobre um plano de remoção da população palestina para fora da Faixa de Gaza. As Nações Unidas consideram esse deslocamento forçado uma violação do direito internacional.

Por esse motivo, a ONU afirma que a ação pode se enquadrar como crime de guerra ou crime contra a humanidade.

Plano foi tentado no começo do ano passado e parou com negociações do cessar-fogo

Katz disse que o plano será aplicado “a seu tempo e da maneira correta”. Ele escreveu essa fala no X (ex-Twitter).

Segundo o texto, a proposta de uma “emigração voluntária” já tinha sido colocada em prática no início do ano passado, mas ficou paralisada nas negociações pelo cessar-fogo.

O plano também aparece ligado a uma sugestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em fevereiro de 2025.

Cessar-fogo desde 10 de outubro de 2025 é citado como violado e cenário afeta 2,1 milhões

O artigo afirma que a pressão para que os palestinos deixem o enclave viola o cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025, assinado por Israel.

O texto diz ainda que cerca 2,1 milhões de pessoas seguem vivendo no território devastado, concentradas em uma faixa litorânea que corresponde a 40% da área total, após a ocupação militar israelense nas demais regiões. A declaração do ministro acontece pouco mais de uma semana depois de a ONU pedir medidas para prevenir “genocídio” em Gaza.

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