Um tribunal israelense prorrogou a detenção de dois ativistas ligados à Flotilha Global Sumud até, pelo menos, o próximo domingo, 10. O brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram presos após a captura na semana passada perto da costa da Grécia.
Detenção é estendida após segunda ida de ativistas a tribunal em Ashkelon
Thiago Ávila e Saif Abu Keshek compareceram pela segunda vez nesta manhã a um tribunal em Ashkelon, a 60 km de Tel Aviv.
Segundo a ONG israelense Adalah, a dupla foi presa e levada para Israel depois da captura a bordo da Flotilha Global Sumud.
Acusações do governo israelense e viagem da flotilha rumo à Faixa de Gaza
O tribunal aprovou a detenção dos dois ativistas até a manhã de domingo, como declarou Miriam Azem, coordenadora internacional da ONG local de direitos humanos, à AFP.
O governo israelense disse que Thiago Ávila é “suspeito de atividade ilegal” e que Saif Abu Keshek é “suspeito de ligação com uma organização terrorista”.
As autoridades afirmaram que a flotilha pretendia romper o bloqueio naval israelense da Faixa de Gaza. A maior parte dos ativistas, com cerca de vinte barcos e 175 pessoas, desembarcou na última sexta-feira na ilha grega de Creta.
Outros brasileiros interceptados e situação segue com bloqueio e denúncias
Além de Ávila, outros três brasileiros que participavam da flotilha foram interceptados pelas forças israelenses: Amanda Coelho Marzall, conhecida como Mandi Coelho, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério.
A matéria também traz relatos de condenação internacional e acusações feitas por entidades como Anistia Internacional e Médicos Sem Fronteiras sobre restrições e impactos em Gaza.
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