O Prêmio Nobel da Paz 2026 foi entregue para Navanethem “Navi” Pillay nesta sexta-feira, 9, em Oslo. A jurista sul-africana recebeu o prêmio por promover a paz e o direito internacional ao processar casos ligados a crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Navi Pillay recebe Nobel da Paz 2026 por atuação no direito internacional
O Comitê Norueguês do Nobel fez a escolha de Pillay pela promoção do direito internacional e pela defesa da ordem global baseada em direitos.
O prêmio saiu após a jurista atuar em casos contra crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Atuação de Pillay inclui TPIR e o painel do TPI em Haia
Nascida durante o apartheid da África do Sul, Pillay é de origem tâmil indiana. Ela atuou como juíza e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR).
No TPIR, ela ditou a sentença que reconheceu o estupro institucionalizado em contextos de guerra como um elemento do crime de genocídio.
Atualmente, Pillay é juíza no Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia. Ela participa do painel que investiga crimes contra a humanidade contra a minoria muçulmana rohingya de Mianmar.
Relatório da ONU sobre Gaza e outras funções marcaram a trajetória
No ano passado, uma comissão das Nações Unidas liderada por Navi Pillay investigou a guerra em Gaza. O grupo concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos, e o governo de Benjamin Netanyahu repudiou o relatório.
Pillay também foi a primeira juíza não branca da Alta Corte da África do Sul. Ela atuou como Alta Comissária para os Direitos Humanos de 2008 a 2014 e, um ano depois, virou a 16ª comissária da Comissão Internacional contra a Pena de Morte.
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