Israelenses vão às urnas nesta terça-feira, 27, para decidir o destino do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pela primeira vez desde os ataques terroristas do Hamas em 2023.
A votação acontece com a segurança no centro da campanha e com impactos diretos na forma como o governo responde aos conflitos na região.
Eleições em meio a guerras em Gaza, Líbano e Irã colocam segurança em foco
A eleição ocorre à sombra de três anos de guerras regionais desencadeadas pela incursão de 7 de outubro.
Na campanha, surgem questionamentos sobre a resposta do país e a segurança aparece como tema central.
Votação vai das 7h às 22h; quase 7,3 milhões aptos, incluindo mais de 1 milhão de jovens
As urnas abriram às 7h00 locais (2h00 de Brasília) e fecham às 22h00 (17h00 de Brasília).
Quase 7,3 milhões de pessoas poderão votar, incluindo mais de um milhão de jovens que comparecem às urnas pela primeira vez.
As pesquisas citam um empate entre Netanyahu, de 77 anos, e seu principal rival, o centrista Gadi Eisenkot, de 66 anos, novato na política e ex-comandante militar.
Debate envolve ataques de 7 de outubro e possibilidade de coalizão no Knesset
Netanyahu voltou ao poder em dezembro de 2022, em uma coalizão que inclui a extrema direita ultranacionalista.
Um dos pontos da oposição é a crítica à incapacidade do governo de assumir responsabilidade pelos ataques de 7 de outubro, e Eisenkot prometeu criar uma comissão independente para investigar falhas de segurança.
A divulgação do resultado final pode demorar vários dias, e uma coalizão pode levar semanas ou meses, com novas eleições em caso de fracasso nas negociações.
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