José Dirceu, André Vargas e Delúbio Soares não se elegeram para a Câmara dos Deputados nas urnas. O único entre eles que conseguiu uma vaga foi João Paulo Cunha, que vai para mais um mandato, o que muda o cenário político depois da campanha do PT.
PT apostava em José Dirceu, mas votação derrubou expectativa
José Dirceu era apontado como sucessor “natural” de Lula no início da era petista, em 2003. Condenado e preso nos escândalos do mensalão e do petrolão, ele recuperou os direitos políticos, e depois voltou a mirar uma vaga no Congresso.
Com apoio do presidente, a eleição de Dirceu para a Câmara era tratada como certa pelo PT. Nas urnas, a votação não veio: ele fez pouco mais de 78 mil votos, ficou atrás de 17 companheiros do próprio partido e pegou suplência.
André Vargas e Delúbio Soares ficam fora; João Paulo Cunha é eleito
André Vargas, do Paraná, recebeu do PT um total de 856 mil reais para a campanha, mas não se elegeu. Ele também ficou com uma suplência e teve pouco mais de 34 mil votos.
Delúbio Soares disputou uma vaga na Câmara por Goiás e teve 14,2 mil votos, sem eleição. Ele recebeu 795 mil reais do PT e ficou com suplência, enquanto João Paulo Cunha foi o único dos mensaleiros eleito, com 109 mil votos por São Paulo.
Campanha de 2022 e declarações de Lula não viraram votos
Lula incentivou a candidatura de Dirceu e, em 2022, o convidou para coordenar os “comitês populares de luta” no Distrito Federal. Em setembro, o presidente afirmou que a eleição de Dirceu representaria uma “reparação histórica”, e o petista seguiu negando envolvimento nos escândalos.
Mesmo assim, Dirceu terminou com suplência. André Vargas e Delúbio Soares também não foram eleitos e ficaram fora da Câmara.
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