Um juiz federal de Boston rejeitou, nesta quinta-feira, 13, um processo do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Universidade Harvard. A ação acusava a instituição de não proteger estudantes judeus e israelenses contra assédio e discriminação.
Decisão mira falta de prova de descumprimento contínuo no campus
Na decisão, o juiz Richard Stearns disse que o governo não mostrou elementos suficientes para provar uma violação contínua da legislação federal de direitos civis dentro do campus.
Ele apontou que grande parte das acusações tratava de episódios durante os protestos contra a guerra entre Israel e Hamas ao longo do ano letivo de 2023-2024.
Governo pediu corte de repasses e devolução de verbas desde 7 de outubro de 2023
A ação do governo, aberta em março, citava o Título VI da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe discriminação com base em raça, cor ou origem nacional em programas que recebem recursos federais.
O juiz afirmou que o governo não conseguiu demonstrar que Harvard seguiu descumprindo a lei depois de ser notificada, em junho de 2025, sobre o desacordo com as exigências da norma.
Nos documentos, o governo pediu a suspensão imediata de todos os repasses federais e a devolução de recursos concedidos desde 7 de outubro de 2023, início da guerra entre Israel e Hamas.
Harvard nega acusações e governo move novas ações sobre cooperação e documentos
Harvard negou as acusações. A universidade disse que a disputa era mais uma tentativa de retaliação e afirmou condenar o antissemitismo.
Em outra ação, de 13 de fevereiro, o governo acusou Harvard de não cooperar com uma apuração federal e pediu documentos para verificar se a universidade considerava ilegalmente a raça de candidatos na admissão. O governo também tentou impedir a matrícula de estudantes estrangeiros e pediu cortes de verbas.
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