O deputado Júlio Rocha (Agir) se licenciou do mandato na terça-feira (30) para fazer “tratamento de saúde” e deixou a presidência do Conselho de Ética da Alerj sem titular. Com a vaga aberta, o colegiado terá que eleger um novo presidente após a volta do recesso e analisar representações contra deputados.
Licença de Júlio Rocha tira titular da presidência do Conselho de Ética na Alerj
A Alerj informou que o Conselho de Ética “deverá se reunir para eleger o novo presidente após a retomada dos trabalhos, ao fim do recesso parlamentar”.
Mesmo com a licença, Júlio Rocha usou o tempo para atividades políticas. No sábado (04), ele reuniu lideranças políticas em Guapimirim, em sua região eleitoral.
Júlio Rocha entrega o cargo e Fabiani Vasconcellos assume como deputada
De acordo com publicação no Diário Oficial, Júlio Rocha apresentou laudo e se disponibilizou voluntariamente para inspeção médica com os doutores próprios da Casa.
O mandato ficou com Fabiani Vasconcellos, primeira suplente do partido e ex-vereadora de Valença.
Com a presidência vaga, o Conselho deve analisar representações contra quatro deputados estaduais. Entre eles está Thiago Rangel (Avante), preso preventivamente desde maio por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Conselho vai avaliar condutas e pode discutir perda de mandato de Thiago Rangel
A decisão do ministro Alexandre de Moraes determinou prisão e afastamento do exercício do mandato. O Conselho de Ética vai avaliar se a conduta configura quebra de decoro parlamentar e se há elementos para recomendar sanções, que podem chegar à perda da cadeira.
Até o momento, não há informação sobre se a representação contra Thiago Rangel apresentada pela deputada Martha Rocha (PDT) já foi formalmente instaurada no colegiado.
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