A Justiça do Rio condenou a ex-prefeita de Magé e ex-deputada estadual Núbia Cozzolino em duas ações penais por falsificação de documentos judiciais. As penas somam 54 anos, cinco meses e dez dias de prisão e ainda cabe recurso.
Condenação em primeira instância ainda pode ser contestada
As condenações saíram em primeira instância, ou seja, Núbia Cozzolino ainda pode recorrer. O caso envolve falsificação de documentos usados em processos judiciais.
Ela já tinha sido presa em 2018 sob as mesmas acusações.
Penas de 43 anos e 10 anos somam 54 anos de reclusão
Na primeira ação penal, a condenação foi de 43 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além do pagamento de multa. O processo tratava de adulterações em petições iniciais e em uma réplica, ligadas a ações civis de 2014 e 2015.
Na segunda ação penal, a condenação foi de 10 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão. O caso envolvia falsificação de uma página da petição inicial de uma ação civil pública de 2011.
Nas decisões, a Justiça registrou que os documentos originais teriam sido substituídos por versões modificadas com conteúdo, pedidos e assinaturas adulterados.
Vídeo em redes sociais diz que ela vai recorrer e aponta irregularidades
Um juiz da Vara Cível de Magé identificou uma decisão com o nome dele em um período em que ele ainda era universitário. Com a comparação entre documentos físicos e registros no Tribunal de Justiça, foram apontadas alterações em processos.
Núbia publicou um vídeo nas redes sociais na última quarta-feira (05). Ela disse que a sentença representa “grande injustiça” e afirmou que a Justiça a condenou como mandante, além de mencionar irregularidades nos mandados de busca e apreensão.
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