A Justiça do Rio determinou que dois policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) serão julgados pelo tribunal do júri pela morte de Omar Pereira, baleado durante uma operação no Jacarezinho em maio de 2021. A decisão envolve o policial Douglas de Lucena Peixoto Siqueira e o agente Anderson Silveira Pereira.
Core no alvo do tribunal do júri após morte de Omar Pereira em 2021
O policial Douglas de Lucena Peixoto Siqueira responde por homicídio e abuso de autoridade.
O agente Anderson Silveira Pereira é réu apenas pelo crime de abuso de autoridade.
Juiz aponta que a perícia contraria a versão de legítima defesa
Na decisão, o juiz Bruno Rodrigues Pinto disse que Douglas admitiu o disparo contra a vítima dentro de uma residência, citando legítima defesa.
O juiz mencionou que testemunhas afirmaram que Omar já estava baleado no pé, desarmado e sem resistência no momento da abordagem.
Laudos técnicos da perícia no local indicam que Omar estava sozinho em um quarto e recebeu o tiro à queima-roupa, sem porte de armas que justificasse o revide.
MPRJ apura possível fraude em laudo complementar após a denúncia
O Ministério Público do Rio (MPRJ) investiga uma suspeita de fraude processual ligada a agentes que participaram da operação.
O órgão apura detalhes sobre um laudo complementar produzido pela Delegacia de Homicídios da Capital horas após a denúncia formal contra os agentes, em outubro de 2021. Segundo a promotoria, o documento traz inconsistências nos horários de requisição e emissão.
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