Na última terça-feira 16, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) a quatro anos e dois meses de prisão por tentativa de coação no processo da trama golpista. A decisão também deixou Eduardo Bolsonaro inelegível por oito anos.
Condenação no STF atinge candidatura e pode mudar planos no Senado
Eduardo Bolsonaro ainda pode recorrer da decisão.
A condenação também impede que ele seja suplente numa chapa ao Senado por São Paulo, como ele pretendia.
Conduta ligada a esforços para sanções de Donald Trump e debate sobre provas
O STF condenou Eduardo Bolsonaro por unanimidade.
O processo cita os esforços do ex-deputado para que o governo de Donald Trump baixasse sanções contra a economia e autoridades brasileiras, como ocorreu no ano passado, incluindo o tarifaço imposto às exportações brasileiras em meados de 2025.
Em entrevista, Eduardo Bolsonaro disse que não foi notificado formalmente do caso. Ele também afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deveria ter se declarado impedido e disse que não pode ser responsabilizado pelas sanções.
Outros casos no STF e o caso Banco Master entram no mesmo debate
O texto lembra que o inquérito contra Eduardo Bolsonaro por tentativa de coação foi aberto em maio de 2025 e julgado pouco mais de um ano depois.
A matéria contrasta com a demora em outro caso: em 2018, a Polícia Federal concluiu que a ex-ministra Gleisi Hoffmann recebeu dinheiro de um esquema de corrupção, mas o caso ainda não foi julgado pelo STF e tramita em sigilo.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.