Lavrov acusa EUA de deixar papel de mediador nas negociações da guerra na Ucrânia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse nesta terça-feira, 23, que os Estados Unidos abandonaram o papel de “mediador imparcial” nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia. A fala foi feita enquanto Donald Trump afirmou recentemente que teve “boas conversas” com os dois lados do conflito.

Lavrov diz que EUA trocaram mediação por pressão de sanções

Lavrov falou a diplomatas estrangeiros em Moscou.

Ele afirmou que, “a julgar pelas ações dos Estados Unidos”, os EUA estariam abandonando a ideia de mediador imparcial e apostando em aumentar a pressão das sanções contra a Rússia.

Críticas a apoio europeu e menção a mais de 72 milhões de euros

Lavrov também criticou o apoio militar fornecido por países da Europa à Ucrânia.

Ele disse que o continente “está voltando a se tornar uma ameaça enorme à segurança e à paz internacionais”. A União Europeia tem sido apontada como fonte de recursos e, no texto, aparece que a UE destinou mais de 72 milhões de euros para fornecer equipamentos.

O governo Trump, por sua vez, prometeu encerrar o confronto em “24 horas” caso voltasse à Casa Branca, mas isso não aconteceu até o momento. As negociações também registraram poucos avanços nos últimos meses.

Reunião no G7 muda tom e pauta inclui defesa aérea e sanções

Segundo a emissora americana CNN, “bastaram 20 minutos com Zelensky para Trump deixar de ver a Ucrânia como perdedora”. Ainda de acordo com a matéria, no encontro Zelensky apresentou imagens da guerra e atualizou Trump sobre as perspectivas de Kiev.

Depois da reunião, Trump se juntou a líderes do G7 para aumentar entregas de material de defesa aérea à Ucrânia e ampliar a pressão contra a economia russa por sanções. O texto diz que Washington havia suspendido restrições ao petróleo russo por causa da guerra contra o Irã, e que Trump indicou que as medidas podem ser restabelecidas “em breve”.

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