Líderes da direita europeia que celebraram a volta de Donald Trump à Casa Branca passaram a se afastar e criticar as ações do republicano, em especial durante a guerra contra o Irã. A mudança aparece em diferentes países da Europa e ganha força com o impacto do conflito na economia global.
Recuo após ataques no Irã e pressão sobre a economia global
O distanciamento ocorre com efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia global. Um dos pontos citados é o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa 20% do petróleo consumido pelo planeta.
Com isso, cresce o tom de críticas entre políticos que antes tratavam Trump como aliado ideológico.
De Nigel Farage a Marine Le Pen: falas mudam em Reino Unido, Alemanha e França
No Reino Unido, o parlamentar Nigel Farage, do Reform UK, disse na semana passada ao Financial Times que faz campanha para Trump e que descreveu a vitória como o início de uma “era de ouro”, mas adotou um tom mais cauteloso ao afirmar: “Por acaso eu o conheço, mas isso não vem ao caso”.
Na Alemanha, Tino Chrupalla, do AfD (Alternativa para a Alemanha), acusou o governo americano de possíveis crimes de guerra após ataques a infraestruturas civis no Irã. Alice Weidel também criticou a “desestabilização renovada do Oriente Médio”.
Na França, Marine Le Pen criticou a condução da guerra e falou em “consequências catastróficas” nos preços dos combustíveis. Jordan Bardella condenou o que chamou de “ambições imperiais” de Trump.
Itália também entra na briga: Meloni critica falas sobre o papa
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, que se posicionava como uma ponte entre Trump e líderes europeus, criticou publicamente os recentes ataques do presidente dos EUA ao papa Leão XIV. O vice-premiê Matteo Salvini também saiu em defesa do pontífice.
Meloni disse: “Acho inaceitáveis as palavras do presidente Trump em relação ao Santo Padre”.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.