Lula e o senador Flávio Bolsonaro entraram no segundo turno com votos muito próximos e intenções de voto que caíram dentro da margem de erro. A disputa preocupa porque o próximo presidente vai precisar lidar com crise fiscal e muitas promessas de campanha.
Segundo turno sai com rejeição alta e disputa marcada por polarização
A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira 21 mostra intenções de voto espontâneas oscilando dentro da margem de erro para Lula e Flávio Bolsonaro.
O texto destaca uma sociedade dividida pela polarização afetiva, com pouca conversa entre os lados políticos e pouca chance de mudança nesse clima.
Queda em intenção de voto, indecisos em alta e promessa de “tesouraço”
Na Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro marcam 40% cada um, dentro da margem de erro, enquanto os indecisos sobem de 7% para 14%.
O artigo diz que a partir de 5 de janeiro o eleito assume um país com “problemas” e que o maior desafio será o desarranjo das contas públicas, com a dívida brasileira indo de 72% para 83% do PIB no terceiro mandato de Lula.
O texto aponta divergências entre as equipes sobre como fazer o ajuste fiscal e cita a tentativa de Lula de se apoiar na promessa de Flávio Bolsonaro de um “tesouraço” para cortar programas sociais.
Promessas ampliam pressão por cortes e podem virar cobrança no governo em janeiro de 2027
O artigo registra um pacote de bondades de Lula estimado em mais de 200 bilhões de reais, com promessas como transporte público gratuito nos fins de semana, extensão do Programa Pé-de-Meia e repasse de 5 000 reais via Pix a microempreendedores, além de reajuste de 15% no Bolsa Família pago antecipadamente na segunda-feira 19.
O texto também cita que, se Lula ou Flávio vencer, haverá cobrança para cumprir medidas em um governo com pouca margem, com risco de o eleitor ser decepcionado e de promessas virarem alvo de acusações como estelionato eleitoral.
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