A campanha do presidente Lula à reeleição pediu que o grupo de WhatsApp “Exército de Lula”, ligado ao deputado federal André Janones, não fosse mais associado à chapa. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atendeu o pedido na sexta-feira, 16.
Grupo de WhatsApp “Exército de Lula” vira ponto de disputa dentro do TSE
O “Exército de Lula” virou alvo de uma disputa de decisões entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O canal foi incluído no registro de candidatura da chapa formada por Lula e pelo vice Geraldo Alckmin.
A campanha buscou desvincular o grupo para evitar novos problemas na Justiça Eleitoral. A ideia também passa pelo risco de responsabilização por processos ligados a propagação de fake news.
Edinho Silva pediu na Justiça e TSE aceitou desvinculação em 16
O grupo “Exército de Lula” tem mais de 5 milhões de inscritos. Edinho Silva anunciou que pediria judicialmente que o canal não fosse mais associado a Lula.
Kassio Nunes Marques atendeu o pedido na sexta-feira, 16. A coligação do petista afirmou que “Não se trata de estrutura oficial de campanha ( … )” e que o administrador usou o grupo para manifestar apoio à candidatura presidencial.
O caso citado como alerta envolve uma decisão do TSE de 2021. Na época, o tribunal cassou o mandato do deputado estadual Fernando Francischini após uma live com acusações contra a Justiça Eleitoral.
Vai e vem de suspensões do canal segue como foco na corrida de 2026
O “Exército de Lula” foi tirado de circulação no último fim de semana por ordem de Nunes Marques. Depois, o canal voltou à atividade com a autorização do corregedor-eleitoral Ricardo Villas Boas Cueva.
Depois, o grupo voltou a ser suspenso por Nunes Marques e autorizado novamente após o registro formal na Justiça Eleitoral. Edinho Silva disse: “Uma coisa é você punir fake news, outra coisa é você impedir, coibir que a sociedade se organize por meio das redes sociais”.
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