Rogério Marinho diz que projeto para tirar identificação das munições reduziria custos

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta segunda-feira, 19, que o projeto de retirar a identificação das munições tinha como foco baratear custos. Ele disse que a intenção não era atrapalhar a rastreabilidade.

Rogério Marinho liga retirada de identificação de munições a custo menor

Marinho, que atua como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), declarou que Flávio apoiava o projeto.

Segundo ele, a proposta tratava de um detalhe dentro de um conjunto com mais de 40 artigos.

Justificativa cita CACs, recarga permitida e projeto no Estatuto do Desarmamento

Na entrevista à GloboNews, Marinho disse que a justificativa apresentada pelos CACs era permitir “menor custo na fabricação da munição dos clubes de tiro”.

Ele também falou que a intenção do artigo era que os atiradores pudessem “reaproveitar a munição” e afirmou: “Fica mais barato pegarem as cápsulas de munição e fazerem o enchimento”.

O senador afirmou que “a recarga de munições não é proibida no país”, mas precisa ser feita por órgãos registrados. A proposta de retirar a numeração dos cartuchos comprados por órgãos de segurança pública fazia parte de um projeto para rever o Estatuto do Desarmamento. O texto foi aprovado na Câmara, mas “não chegou a ser votado no Senado”.

Debate com Lula e sabatina de Flávio; tema pode impactar investigações

Apoio de Flávio à proposta foi citado durante a sabatina dele no Jornal Nacional, na última quinta-feira, 15, quando ele chamou a questão de “um detalhezinho”.

Marinho disse que o assunto foi questionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band neste domingo, 18, mas que ele não respondeu. O texto original relata que a retirada da identificação dos cartuchos “poderia dificultar tanto a investigação de crimes quanto desvios de armamento legal, comprado com dinheiro público, para o crime organizado”.

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