Mais de 100 colonos israelenses atacaram uma vila palestina na Cisjordânia ocupada na madrugada desta terça-feira, 29, e bloquearam o retorno da família al-Tubasi à casa. O episódio envolve incêndio de lares e levou a condenações dos Estados Unidos e de autoridades de Israel.
Ataque em Jalud expõe tensão entre colonos e famílias palestinas na Cisjordânia
Na vila de Jalud, ao sul de Nablus, no norte do território palestino, dois lares da família al-Tubasi foram incendiados durante a noite de segunda-feira.
Soldados israelenses também viraram alvo dos colonos, enquanto a região segue marcada por conflitos e confrontos.
EUA condenam violência e governo de Israel diz que missão não foi concluída após ação dos manifestantes
Os Estados Unidos disseram nesta terça-feira, 29, que “condenam a violência criminosa” na Cisjordânia ocupada e defenderam investigações e processos contra responsáveis.
Segundo o relato, alertas feitos em grupos do WhatsApp usados pelos colonos marcaram a ida a Jalud. Uma decisão da Suprema Corte de Israel determinou que a família fosse devolvida em segurança à casa até 20 de setembro, data que passou a quase dez dias.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram que “mais de 100 manifestantes israelenses” estavam presentes, bloqueando estradas, incendiando pneus e jogando pedras. O exército disse que três policiais ficaram levemente feridos e um veículo foi danificado, além de informar que a devolução da família “não foi concluída” por causa da violência.
Confrontos se espalham e Israel volta a citar ofensivas após decisão da Suprema Corte
Moradores confrontaram os colonos e os choques chegaram a uma vila próxima, onde uma mulher palestina foi agredida e a casa dela foi incendiada.
Na mesma terça-feira, dezenas de colonos invadiram Al-Mughayyir, ao nordeste de Ramala, e pelo menos cinco carros foram queimados. O Crescente Vermelho Palestino informou que equipes trataram três pessoas agredidas e as levaram ao hospital.
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