Milhares de cubanos se reuniram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana na manhã desta sexta-feira, 22, para protestar contra o indiciamento do ex-presidente Raúl Castro. O caso envolve o abate de dois aviões civis, e a manifestação ocorre em meio à escalada das tensões com Washington.
Protesto em Havana reúne governo cubano em meio ao aumento do atrito com os EUA
A mobilização contou com a participação de autoridades do governo de Cuba e durou cerca de uma hora.
O ato aconteceu no mesmo período em que Cuba já enfrenta uma crise energética ligada a um embargo petrolífero imposto por Washington desde janeiro e novas sanções econômicas.
Justiça dos EUA indiciou Raúl Castro por ataque de 1996 e acusações citam mortes de americanos
As acusações contra Raúl foram anunciadas na quarta-feira, 20, pelo Departamento de Justiça americano.
Segundo os autos, Raúl Castro foi apontado como responsável por quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos, ligados a um ataque de fevereiro de 1996.
Na época, Raúl era ministro da Defesa e comandava as forças militares, e os aviões foram atacados por caças da Força Aérea cubana contra aeronaves pertencentes à organização Irmãos ao Resgate.
Díaz-Canel condena indiciamento e comício cita mensagem de Raúl
O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, e o primeiro-ministro Manuel Marrero estiveram presentes no comício.
Embora Raúl não tenha participado, o deputado Gerardo Hernández transmitiu uma mensagem em que o líder agradeceu o apoio popular. No X, na quinta-feira, 21, Diaz-Canel condenou o indiciamento e disse que a população cubana não tolerará insultos à história do país e a seus heróis nacionais.
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